segunda-feira, 20 de abril de 2015

Em torno da região - Primeira parte

Há algumas semanas conciliando pouca disponibilidade de tempo com uma grande vontade de viajar decidi fazer pequenas incursões aqui pela região. São locais que apesar de próximos há muito não visitava. Com ritmos próprios de crescimento alguns congelam a história na arquitetura e nos hábitos interioranos, outros surpreendem pela relativo crescimento advindo da criação das novas políticas de desenvolvimento. Estou falando do sul do Rio Grande do Sul que mistura terra de campanha com mar,  fronteira, novas culturas e costumes tradicionalistas. Destes passeios pretendo fazer uma série fotográfica que em parte já venho publicando no Diário de Canto  e  no Camafunga.

Algumas fotos:


Passeando pelo Uruguai, Coxilha - ©Marcelo Soares

Campanha, a caminho de Pedro Osório - © Marcelo Soares

Laguna Merin - Rio Branco, Uruguai - © Marcelo Soares
Catedral Gótica, Rio Grande - © Marcelo Soares
Partida de Futebol - Capão do Leão - © Marcelo Soares
Chegada no Porto de Rio Grande via São José do Norte - © Marcelo Soares


sábado, 18 de abril de 2015

PHoto graPHia - Exposição

Iniciou no dia 15 de abril e vai até 16 de maio  no Espaço de Arte Ágape a mostra PHoto graPHia. São cerca de 40 obras divididas entre os temas fotografia de rua e texturas do tempo. As imagens  são atemporais e também mostram  cenas do cotidiano em diferentes locais do mundo. As "Photografias", a maioria em preto e branco, são de autoria minha e do Luciano Piltcher e apesar de terem sido feitas de forma digital tentam reproduzir as antigas fotografias de laboratório, origem de nosso trabalhao. Já Luiz Minduim, designer e artista plástico, apresenta suas "Texturas do Tempo" impressas em material que se assemelha a telas, são registros sem data, guardados durante anos e que recordam em detalhes arquitetônicos uma outra Pelotas, cidade que em parte não existe mais.

Foto Luciano Piltcher 
Foto Luiz Minduim

Fotos Marcelo Soares




Photo graPhia
Espaço de Arte Ágape, Anchieta 4480, Pelotas

Visitação de segunda à sexta das 9h às 12h e das 14h às 19h e aos sábados das 12h30min às 18h30min. 







quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Carnaval

Um dos momentos especias para quem gosta de fotografia de rua é durante o carnaval, também é um período em que as pessoas estão ali para serem vistas e registradas. E foi vestindo o equipamento como desculpa que nestes dois últimos anos acabei também entrando na folia.













Imagens protegidas por direto autora© Marcelo Soares.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Instagram

Posso me considerar um heavy user do instagram, e não é a toa que tenho por ali quase mil fotos onde agrego diariamente instantâneos de minhas caminhadas. Com a mensagem  "Fotos portáteis, porque sabe-se lá o que pode cruzar pela frente." registro flagrantes comuns e inusitados  do cotidiano das ruas os compartilhando imediatamente.

Minha conta principal @camafunga nada tem a ver com uma vitrine pessoal, não há selfies  nem imagens de comemorações ou comidas, mas,  desde que descobri o aplicativo como forma de aplacar uma compulsão por registros, compartilho meu olhar  e impressões sem conseguir evitar de fazê-los. Além do conceito do imediato a evolução dos smartphones permitiu certa qualidade digital e ao flaneur  a vantagem da invisibilidade, ao ponto de muitas vezes não me preocupar de sair acompanhado por uma câmera.  Hoje divido meu ato fotográfico com relação a fotografia de rua em dois modos, um quando me proponho antecipadamente a buscar uma fotografia mais apurada ou em um projeto específico me armando com equipamento completo e adequado e outro apenas para não perder oportunidades. Depois de um tempo adaptando a limitação técnica a ferramenta  e acostumando o olho ao enquadramento e a composição para o formato "square" posso dizer que consigo igual prazer em ambas circunstâncias. 

Uma observação, no entanto, como mostra o vídeo abaixo, é que as imagens no aplicativo sofrem uma grande redução de definição por perda geracional, por isso, por vezes seleciono algumas para publicar diretamente nos blogs.


Imagem republicada 90 vezes no instagram.
Um vídeo publicado por I Am Still Sitting In Stagram (@sitting_in_stagram2) em

Convido a visitarem meu Instagram @camafunga bem como algumas fotos selecionadas em melhor definição que estão no Diário de Canto.

Do meu instagram:





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Fotografando em RAW

A crítica sobre a pós- produção em fotografia digital e seus limites cada vez mais deixa de ser uma discussão sobre opção e qualidade artística para  representar talvez a falta de conhecimento técnico para trabalhar adequadamente com este tipo de arquivo. A fotografia digital veio para ser definitiva e afora avaliações mais filosóficas ou  saudosistas é interessante que aprendamos a trabalhar com esta tecnologia assim como se fazia nos laboratórios com exposição, luz e química.

Desde que comecei a usaro photoshop, no meu caso no limite da busca pela estética do filme, tenho buscado aprofundar suas ferramentas, e desde quando descobri os arquivos RAW mais interessante passou a ser este processo. Portanto, e a pedido dos meus companheiros que estão ingressando neste nível de processamento faço aqui uma breve iniciação sobre seu uso.

Antes de depois foto de Severin Sadjina
Antes de mais nada RAW é o análogo do negativo na fotografia digital,  é o registro cru captado pelo sensor da máquina com toas as informações  sem qualquer compressão. O arquivo gerado chega a ter até 15 vezes o tamanho da mesma foto em jpg podendo chegar a 30 MB por imagem. Quando possível ler a registro do RAW natural ela mal define a imagem e apresenta uma cor geralmente esverdeada, somente na abertura no software é que as cores RGB se organizam, portanto o que se vê no programa não é o RAW natural mas já um arquivo pré processado.
Talvez RAW não seja a melhor opção para fotos rápidas nem  para captar movimentos no modo burst ou para registros despretensiosos, no entanto, é ideal para fotos que se queira qualificar posteriormente ou quando, e principalmente  não se tem as condições ideais de luz e temperatura no momento do registro, isso porque fica sempre a maior possibilidade de ajustes posteriores de brilho, balanço de brancos, nitidez, claridade, detalhes, etc.

O que era privilégio de maquinas profissionais hoje é encontrado em DSRLs mais simples e também nas CSCS compactas, desde que não se usem os modos automáticos, portanto, também para fotografar em RAW é necessário o conhecimento dos conceitos básicos de fotografia como abertura, profundida de campo e tempo de exposição por exemplo.

As fotos em RAW normalmente só são visualizadas em programas específicos, daí ser interessante fazer sempre dois arquivos simultâneos, um neste formato e outro em jpg.

Como disse o arquivo RAW mantém todas as informações captadas no momento do disparo, e como negativo assim permanece mesmo após os ajustes, pois  destes é criado um outro e independente arquivo com nova extensão que vai conter as informações dos deslizantes que servição de instruções a serem lidas ao abrir o arquivo original e que, por isso, devem ser mantidos no mesmo diretório.

Acima arquivo jpg original da camera abaixo arquivo jpg originado de um RAW

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Fotocanção


Se uma imagem vale por mil palavras quantas notas musicais devem custar uma fotografia?

© Marcelo Soares

Um dos meus temas favoritos em fotografia de rua são as manifestações musicais, tanto pelo retratar dos artistas como pelas possibilidades flagrantes da relação destes com os expectadores.
Walker Evans

Fotografar música é sugerir som na expressão muda de uma imagem ou definir ritmo e sentido na figura estática que dela se dissocia.
Desde o inicio dos registros fotográficos encontramos este encantamento.

Aqui algumas fotos minhas sobre fotocanção.


© Marcelo Soares


© Marcelo Soares


© Marcelo Soares

© Marcelo Soares



sábado, 27 de dezembro de 2014

Foto Comentário no Medium

A plataforma Medium se apresenta como "um lugar para ler e escrever coisas que importam...".

Criado pelo mesmos desenvolvedores do Twitter e do blogger o Medium evita a expressão blog na sua descrição, e não é.

Com uma interface limpa e sem possibilidades de grandes configurações o objetivo é de que o publicado leve direto ao texto, um texto mais elaborado do que um "meu diário" e com um pensamento  mais longo e profundo do que um tweet. Foge também da forma como se compartilha informações nas redes sociais, mas por outro lado, propõe a visibilidade a quem realmente interessa, ou possa se interessar pelo seu assunto. 

Dito isto, e aproveitando a entrada do Medium Brasil - agora com mais artigos em português - apresento a coleção Fotografia de Rua com textos sobre o tema que forem selecionados por ali.

Experimentem e participem.