sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Instagram

Posso me considerar um heavy user do instagram, e não é a toa que tenho por ali quase mil fotos onde agrego diariamente instantâneos de minhas caminhadas. Com a mensagem  "Fotos portáteis, porque sabe-se lá o que pode cruzar pela frente." registro flagrantes comuns e inusitados  do cotidiano das ruas os compartilhando imediatamente.

Minha conta principal @camafunga nada tem a ver com uma vitrine pessoal, não há selfies  nem imagens de comemorações ou comidas, mas,  desde que descobri o aplicativo como forma de aplacar uma compulsão por registros, compartilho meu olhar  e impressões sem conseguir evitar de fazê-los. Além do conceito do imediato a evolução dos smartphones permitiu certa qualidade digital e ao flaneur  a vantagem da invisibilidade, ao ponto de muitas vezes não me preocupar de sair acompanhado por uma câmera.  Hoje divido meu ato fotográfico com relação a fotografia de rua em dois modos, um quando me proponho antecipadamente a buscar uma fotografia mais apurada ou em um projeto específico me armando com equipamento completo e adequado e outro apenas para não perder oportunidades. Depois de um tempo adaptando a limitação técnica a ferramenta  e acostumando o olho ao enquadramento e a composição para o formato "square" posso dizer que consigo igual prazer em ambas circunstâncias. 

Uma observação, no entanto, como mostra o vídeo abaixo, é que as imagens no aplicativo sofrem uma grande redução de definição por perda geracional, por isso, por vezes seleciono algumas para publicar diretamente nos blogs.


Imagem republicada 90 vezes no instagram.
Um vídeo publicado por I Am Still Sitting In Stagram (@sitting_in_stagram2) em

Convido a visitarem meu Instagram @camafunga bem como algumas fotos selecionadas em melhor definição que estão no Diário de Canto.

Do meu instagram:





quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Fotografando em RAW

A crítica sobre a pós- produção em fotografia digital e seus limites cada vez mais deixa de ser uma discussão sobre opção e qualidade artística para  representar talvez a falta de conhecimento técnico para trabalhar adequadamente com este tipo de arquivo. A fotografia digital veio para ser definitiva e afora avaliações mais filosóficas ou  saudosistas é interessante que aprendamos a trabalhar com esta tecnologia assim como se fazia nos laboratórios com exposição, luz e química.

Desde que comecei a usaro photoshop, no meu caso no limite da busca pela estética do filme, tenho buscado aprofundar suas ferramentas, e desde quando descobri os arquivos RAW mais interessante passou a ser este processo. Portanto, e a pedido dos meus companheiros que estão ingressando neste nível de processamento faço aqui uma breve iniciação sobre seu uso.

Antes de depois foto de Severin Sadjina
Antes de mais nada RAW é o análogo do negativo na fotografia digital,  é o registro cru captado pelo sensor da máquina com toas as informações  sem qualquer compressão. O arquivo gerado chega a ter até 15 vezes o tamanho da mesma foto em jpg podendo chegar a 30 MB por imagem. Quando possível ler a registro do RAW natural ela mal define a imagem e apresenta uma cor geralmente esverdeada, somente na abertura no software é que as cores RGB se organizam, portanto o que se vê no programa não é o RAW natural mas já um arquivo pré processado.
Talvez RAW não seja a melhor opção para fotos rápidas nem  para captar movimentos no modo burst ou para registros despretensiosos, no entanto, é ideal para fotos que se queira qualificar posteriormente ou quando, e principalmente  não se tem as condições ideais de luz e temperatura no momento do registro, isso porque fica sempre a maior possibilidade de ajustes posteriores de brilho, balanço de brancos, nitidez, claridade, detalhes, etc.

O que era privilégio de maquinas profissionais hoje é encontrado em DSRLs mais simples e também nas CSCS compactas, desde que não se usem os modos automáticos, portanto, também para fotografar em RAW é necessário o conhecimento dos conceitos básicos de fotografia como abertura, profundida de campo e tempo de exposição por exemplo.

As fotos em RAW normalmente só são visualizadas em programas específicos, daí ser interessante fazer sempre dois arquivos simultâneos, um neste formato e outro em jpg.

Como disse o arquivo RAW mantém todas as informações captadas no momento do disparo, e como negativo assim permanece mesmo após os ajustes, pois  destes é criado um outro e independente arquivo com nova extensão que vai conter as informações dos deslizantes que servição de instruções a serem lidas ao abrir o arquivo original e que, por isso, devem ser mantidos no mesmo diretório.

Acima arquivo jpg original da camera abaixo arquivo jpg originado de um RAW

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Fotocanção


Se uma imagem vale por mil palavras quantas notas musicais devem custar uma fotografia?

© Marcelo Soares

Um dos meus temas favoritos em fotografia de rua são as manifestações musicais, tanto pelo retratar dos artistas como pelas possibilidades flagrantes da relação destes com os expectadores.
Walker Evans

Fotografar música é sugerir som na expressão muda de uma imagem ou definir ritmo e sentido na figura estática que dela se dissocia.
Desde o inicio dos registros fotográficos encontramos este encantamento.

Aqui algumas fotos minhas sobre fotocanção.


© Marcelo Soares


© Marcelo Soares


© Marcelo Soares

© Marcelo Soares



sábado, 27 de dezembro de 2014

Foto Comentário no Medium

A plataforma Medium se apresenta como "um lugar para ler e escrever coisas que importam...".

Criado pelo mesmos desenvolvedores do Twitter e do blogger o Medium evita a expressão blog na sua descrição, e não é.

Com uma interface limpa e sem possibilidades de grandes configurações o objetivo é de que o publicado leve direto ao texto, um texto mais elaborado do que um "meu diário" e com um pensamento  mais longo e profundo do que um tweet. Foge também da forma como se compartilha informações nas redes sociais, mas por outro lado, propõe a visibilidade a quem realmente interessa, ou possa se interessar pelo seu assunto. 

Dito isto, e aproveitando a entrada do Medium Brasil - agora com mais artigos em português - apresento a coleção Fotografia de Rua com textos sobre o tema que forem selecionados por ali.

Experimentem e participem.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Lucas Levitan e a pichação criativa

Ilustração, houve um tempo, antes dos cursos e da profissionalização dos designs em que eu  também me arriscava com o desenho. Adolescente e influenciado, como tantos da época, pelos traços de Dom Martin e Aragonês que recheavam a revista MAD, cheguei a  produzir cartoons, participar de concursos e até ter alguns trabalhos publicados. Porém deixei que os nanquins secassem e  jamais voltei a fazer as pontas nos lápis até escolher a instantaneidade da fotografia como hobby. Sobraram o apelido onde  me escondia para enganar a timidez - Camafunga- e o interesse de curioso e apreciador desta arte.

Agora descubro um brasileiro radicado em Londres cujo trabalho une de forma bem humorada e competente desenho e fotografia. Lucas Levitan usa o instagram para inventar histórias alternativas nas imagens de outros usuários  que chama de "Phot Invasions" onde sobrepõe criativas ilustrações nas fotos alheias.






Instagram do Lucas Levitan.
Portfolio

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

PIERRE YVES REFALO


Passará por Pelotas nesta quinta-feira dia 18 de dezembro o fotógrafo francês, radicado no Brasil Pierre Yves Refalo. Aproveitando a oportunidade o Grupo Foto Comentário juntamente com a Editora Ardotempo e com o apoio da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de Pelotas estarão oportunizando uma conversa com o artista. O evento será as 18:30 h na Casa 6 com entrada franca aos interessados.


Sobre ele nos escreve Alfredo Aquino - Edições ardotempo


Pierre Yves Refalo
Fotógrafo francês, natural de Bône (Argélia Francesa), nascido em 06.06.1947 - na mesma casa em que nasceu Albert Camus (Prêmio Nobel de Literatura).

Formado em Direito na Université de Aix-en-Provence, a 30 km de Marseille.


Fotógrafo por opção desde o final dos sessenta, fundou em Marseille (França) uma revista dedicada a foto-jornalismo e fotografia esportes de alta velocidade em motos, cobrindo os GPs europeus de alta velocidade.

Radicado no Brasil desde o final dos anos setenta, fez a cobertura fotográfica com moto, da construção arruinada da Transamazônica (para a Revista Manchete) e atravessou o deserto do Saara com moto Honda Teneré no início dos anos 80, para realização de uma grande mostra fotográfica no MIS São Paulo.


Foto de Pierre Yves Refalo
Autor de livros de arte fotográfica e fotógrafo oficial do Programa SR. BRASIL de Rolando Boldrin, na TV Cultura de São Paulo

Ministra curso de técnica fotográfica em workshops em São Paulo (na Escola Superior de Propaganda e Marketing - São Paulo)

Livro: As palavras exaustas - Texto de Ignácio de Loyola Brandão e imagens de Pierre Yves Refalo. Edições ardotempo - 2014

Novo livro em 2015:

PIERRE YVES REFALO - TODOS NÓS TEMOS 70 ANOS


Uma reflexão sobre a liberdade dos indivíduos e dos povos, o legado de uma geração de heróis.


Foto de Pierre Yves Refalo
Um conjunto de imagens foto-jornalísticas sobre o evento crucial do Século XX, visto setenta anos após o seu início no Dia D, nas praias da Normandia, em 6 de junho de 1944.

Um conjunto de 45 fotografias - retratos e paisagens, os veteranos, as novas gerações que reverenciam e homenageiam os destemidos heróis da luta pela liberdade dos povos, as rotas da liberdade e o estado visual atual dos cenários das batalhas de 70 anos atrás.




Links:
Confirmação para o evento

Pierre Yves Refalo cursos
Grupo Foto Comentário
Alfredo Aquino




sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A cafonice de todos nós


Por um tempo segui o site Sexy People que infelizmente foi descontinuado. Ali publicavam-se fotos de pessoas normais em poses para recordação. Mais do que isso...

Gosto pode ser discutível mas por mais que você esteja na moda, se tiver mais de trinta anos deve estar em alguma foto destas perdida numa caixa ou gaveta, e certamente preferiria que assim permanecesse.

Porém há  os que gostam de trazer isso a público, compartilhando ou reproduzindo estas velhas imagens.

Apresento Robbie Augsperger norte-americano de Portland que criou um série chama Glamour & Headshots com fotos baseadas no estilo dos anos 1980. São ensaios em estúdios ambientados onde seus amigos assumem postura e vestimenta  que imitam a estética da época, e ele faz sucesso com isso.

Ver link.

Já Mike Bender, fundador do  "Awkward Family Photos", no estilo do Sexy People, há alguns anos compartilha imagens de família enviadas por colaboradores.



E então, você não tem nenhuma destas por ai?